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Sem querer estimular o alcoolismo entre as mulheres que moram sozinhas, uma taça de dry martini é infalível contra o tédio de uma noite sem mais ninguém. O roteirista e cineasta Luis Buñuel, em sua autobiografia “Meu Último Suspiro” (Ed. Nova Fronteira), ensina a melhor receita de dry martini que já experimentei. Lendo o livro descobri a bebida, mas só provei o drinque anos depois, de férias, em Paraty. Foi amor ao primeiro gole. É o único drinque que não me dá sono. Logo me tornei (modéstia à parte) expert no assunto, iniciando várias amigas nas delícias do gim. Em sua autobiografia, Buñuel fala do poder do dry martini em ativar a imaginação. Levando-se em conta a obra desse genial espanhol, brindo minhas amigas solitárias – pero no mucho– com a receita original, acompanhada das reflexões sobre os efeitos do drinque:

Dry martini

“Num bar, para provocar e entreter um devaneio é preciso de gim inglês. Minha bebida predileta é o dry martini. Considerando o papel que o dry martini representou nessa vida que relato, devo dedicar-lhe uma ou duas páginas. Como todos o coquetéis, o dry martini é provavelmente uma invenção americana. Compõe-se essencialmente de gim e algumas notas de vermute, de preferência de Noilly Prat.
Os verdadeiros aficionados, que gostam de seu martini muito seco, chegavam ao ponto de sustentar que bastava simplesmente que um raio de sol atravessasse uma garrafa de Noilly Prat antes de atingir o copo de gim. Um bom dry martini, dizia-se em certa época na América, deve assemelhar-se à concepção da Virgem Maria. Sabe-se, efetivamente, que segundo Santo Tomás de Aquino o poder gerador do Espírito Santo atravessou o hímen da Virgem ‘como um raio de sol passa através de um vidro, sem rompê-lo’. O mesmo ocorre com o Noilly Prat, diziam. Mas isso me parece um pouco excessivo.
Outra recomendação: é preciso que o gelo utilizado esteja totalmente congelado, muito duro, para que não solte água. Nada pior que um martini aguado. Permitam aqui que dê minha receita pessoal, fruto de uma longa experiência, com a qual sempre obtive grande sucesso.
No dia anterior à vinda de meus convidados, coloco na geladeira tudo que é necessário: os copos, o gim, a coqueteleira. Tenho um termômetro que me permite verificar se o gelo está numa temperatura de mais ou menos vinte graus abaixo de zero. No dia seguinte, quando meus amigos já estão presentes, pego tudo que me é necessário. No gelo bem duro derramo primeiro algumas gotas de Noilly Prat e meia colher de café de angustura. Sacudo tudo e depois esvazio. Só conservo o gelo, que mantém vestígios muito leves dos dois perfumes, e derramo gim puro sobre esse gelo. Bato ainda um pouco e sirvo. Isso é tudo, não há nada mais além disso.”

ps1: crimes que se pode cometer no preparo de um Dry Martini: usar gim nacional, usar palitinho de plástico (um horror!) para espetar a azeitona, exagerar no vermute, colocar limão, e o que mais? …

ps2: esse texto, com leves alterações, faz parte do meu livro. Resolvi copiá-lo aqui por dois motivo: porque o dia foi corrido e não consegui pensar em um post inédito, e porque a receita tem uma pegada literária. Amanhã, sigo para a FLIP, a Festa Literária Internacional de Paraty, uma balada das boas, com muito papo e gente interessante concentrada no mesmo lugar. Durante 4 dias, estarei na minha “Second Life”, no Che Bar. Onde, aliás, toma-se o melhor Dry Martini do pedaço, sob minha supervisão. Você também vai? Apareça lá! Para quem fica, espero mandar notícias…



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No verão passado, eu estava vendo uma sessão da tarde da vida, e a garotinha protagonista, num filme americano, abriu o freezer e pegou um picolé. Era um picolé como esses de padaria, embalado e tudo. Pensei: que divertido ter picolé em casa! Nunca tinha me ocorrido isso. Nas férias mesmo comprei uns Kibons e deixei no freezer. Há alguns meses, sofistiquei a coisa: estou produzindo picolés. É! Achei umas forminhas superbacanas e baratinhas da Utilplast, que reproduzem formatos como esse da foto acima. Eu e Anita já fizemos picolé de uva, limão, caju. E dá para inventar as combinações mais exóticas, é só bater um suquinho no liquidificador e colocar nas forminhas. Pequenos prazeres. Sem contar que é cool ter picolé caseiro para oferecer às visitas. Que tal uma pitada de verão no seu  inverno? Vai um picolé aí?



Gatinho 

Essa tirinha fofa foi enviada pela Julia Abrantes, leitora do Miojo, em homenagem às fãs dos felinos. Eu já tive duas gatinhas –Glorinha e Gabi. Glorinha toda branca. Gabi toda preta. Bons tempos quando as duas sentavam sobre o jornal, bem em cima da notícia que eu estava lendo… Recomendo um bichano a quem mora só. Eles sabem ser companhia, e com sua personalidade independente também dão exemplos de como ficar numa boa sem ninguém por perto. Quem gosta do assunto, inesgotável, pode também dar uma passeada pelo blog Gatoca, que é uma simpatia. E o seu bichano, como se chama? Me conte como ele te faz companhia…



Hoje é quinta de Quiz, lembra? Minha convidada é a Kellen Pohlmann, publicitária gaúcha de 23 anos, dona do blog A Publicitária e leitora querida do Miojo. Kellen mora sozinha há 6 anos em Bagé (RS). Pode chegar, Kellen!

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1 Antes só do que… com frio!

2 Minha casa em três palavras: individualidade, organização, liberdade.

3 O melhor de morar só: Comer e tomar banho sem ser interrompida, escutar música alta, gritar aos 4 ventos, chorar, rir alto, fazer vários jantarzinhos com as pessoas que você mais gosta, dormir até dizer chega!

4 O pior de morar só: Limpar tudo sozinha!

5 O que não falta na minha geladeira: queijo, água, algumas cervejinhas, ovos.

6 Antídotos contra a solidão: Livros e chocolates (e uma cervejinha, rs)

7 As três últimas coisas que comprei: uma máxi bolsa, um jogo americano listrado colorido, um brinco de prata.

8 Quem eu adoraria levar para casa: Somente pessoas inteligentes.

9 Quem jamais vai sentar no meu sofá: Segredo…

10 O que ando lendo: “O mal estar da pós modernidade” - Baumann, “Império do Efêmero” - Gilles Lipovetsky

11 Minha trilha sonora do momento: Cat Stevens - sempre!

12 Uma receitinha esperta: Bolinhos de chuva: 2 xic farinha de trigo, 1 xic leite, 3/4 xic açúcar, 1 col fermento em pó, 1 col (sopa) manteiga, 12 col (chá) sal, 2 ovos. Bata o açúcar, a manteiga e os ovos. Junte o resto. Aqueça o óleo. Fogo baixo. Despeje colheradas da massa no óleo quente e frite até dourar. Polvilhe com bastante açúcar e canela. Escolha um bom filme e um bom cobertor!

13 Mania assumida:  Faça calor ou faça frio, só durmo com edredom até a cabeça!

14 Uma frase que me move: Obstáculos são aqueles perigos que você vê quando tira os olhos de seu objetivo ( Henry Ford )

ps: tem gente me pedindo pra enviar o Quiz por e-mail. Mas as questões são sempre essas, basta dar um copy, responder e me mandar. Que tal? 



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Ontem foi aniversario da Deby, amiga queridíssima. Pior é que até às quatro da tarde eu não tinha me lembrado. Ela me ligou dizendo: “Sabe que dia é hoje?”. Putz! Ainda bem que eu tinha uns bônus acumulados, tinha ido ver a defesa da tese de MBA dela na USP, enfim, esqueci. Talvez ainda lembrasse antes da meia-noite, mas amiga que é amiga não se pega nessas coisas. Quer se ver e pronto. E lá fui eu com Anita, flores e vinho, para um surpreendente jantar exclusivo. Éramos só nós duas e nossas filhas, a dela de 11, a minha de 4. Deby fez um strogonoff maravilhoso e diferente, que fica aqui como dica: o charme é deletar o arroz, e juntar o strogonoff e as batatas assadas numa mesma travessa. Receita que depois de um pequeno concurso em volta da mesa foi batizada pela filha da aniversariante de ”Strogotato”. É como uma versão ampliada do Baked Potato, feita em casa. Falei que ia pôr no blog e autora do prato explicou: “Cozinhe algumas batatas grandes, corte-as ao meio, coloque numa travessa refratária e deixe uns quinze minutos no forno pra dar uma tostada. Depois jogue o strogonoff, bem cremoso, com muito champignon por cima. É um prato único, gostoso, e com menos carboidratos.” Junte a isso um bom vinho, duas amigas fofocando, algumas cartas de tarô, e pronto: está feita uma noite deliciosa. Parabéns, Deby!

ps: e você, tem alguma boa receita com batata? Na hora da fome, também é infalível colocar uma batata gigante no microondas, deixar molinha e jogar manteiga por cima. Huummm…



Ai, que frio! Temperatura entre 11 e 15 graus em Sampa. Lá em casa acabou o pão. Acabou a margarina. Meu café foi bolacha com requeijão. A empregada faltou. Tô sem carro. Táxi 20 reais. Lá vai, por enquanto, uma canção bem lembrada pela Pipas, leitora do blog, para a série músicas que falam de solidão. “Açaí”, do Djavan, tá combinando bem com o clima dessa segunda. A versão é bem bonita. Lembra de mais alguma?



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Olá, Rosane
Eu moro com mamãe (idosa). Sou solteira, não tenho filho, nem irmão… Tios já idosos, primos distantes… Bem, eu já penso em morar sozinha… Ficar sozinha neste mundo e nesta casa me dá pavor, nervoso… Eu malho na academia, tenho 40 anos… Me dê dicas, por favor. Só tenho uma amiga: mamãe. O resto são colegas. Aguardo seu apoio

Marisa, por e-mail

Marisa, eu não sou psicóloga, fico sempre “meio assim” ao dar dicas ou conselhos. Mas vou falar como amiga. O que me chamou a atenção no seu e-mail foi você dizer que malha e tem 40 anos, como se ter 40 anos fosse também ser “idosa”, como você diz. Como assim?! Aos 40 anos, existe uma imensidão de tempo e de possibilidades pela frente. Ainda mais para alguém que, pelo pouco que você conta, criou poucas relações além da família. Quantos amigos você ainda pode ter! Quantos livros pode ler! Quantas coisas inéditas pode aprender! A impressão é de que a sua vida, aos 40, ainda é uma página quase em branco… Se fosse um desenho, teria a sua mãe no centro, esses tios e primos distantes, alguns colegas no cantinho da página, e o que mais? É natural que você tenha pavor da solidão. Parece que você ainda não criou o seu mundo, a sua própria história. Tenho uma amiga que sempre me diz: “O importante é estar acontecendo coisas!”. O que está acontecendo na sua vida hoje? Se alguém te encontrar e perguntar: “E, aí, Marisa, o que você anda aprontando?” O que você vai responder? Talvez não seja fácil começar… Um curso, um hobby, uma amizade… Mas tudo é questão de atitude. Que tal fazer as coisas acontecerem na sua vida? Um acontecimento puxa outro, uma amiga puxa outra. É legal ter a mãe como amiga, mas também é preciso sair do papel de filha. Mexa esse caldo, Marisa. Abra as janelas! Assim, se um dia voce for morar sozinha, já terá alguns elementos novos para preencher o seu espaço. Falando em espaço, ficam abertos os comentários para as leitoras também dizerem o que pensam do seu caso. O que vocês diriam a Marisa?



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Ela tem apenas 19 anos e mora sozinha há seis meses, no Rio de Janeiro. A estudante Lourenza Marques foi uma das primeiras a responder ao Quiz Miojo por e-mail, e aqui está. Bem-vinda, Lourenza!

1 Antes só do que… estressada!

2 Minha casa em três palavras: Lar, doce, lar!

3 O melhor de morar só: Não disputar o controle remoto.

4 O pior de morar só: Descobrir que a comida não aparece num passe de mágica, muito menos a louça limpa.

5 O que não falta na minha geladeira: Leite, comida congelada e muita água!

6 Antídotos contra a solidão: Um hamster! (ou um peixinho se preferir).

7 As três últimas coisas que comprei: Um enfeite feito de origami, quatro velas aromáticas e dois pares de brincos de argola.

8 Quem eu adoraria levar para casa: Não só adoro como levo os meus amigos!

9 Quem jamais vai sentar no meu sofá: Alguém molhado!

10 O que ando lendo: Revistas e diversos sites, blogs e ah! Terminei faz pouco tempo “Marley & Eu”, de John Ggrogan.

11 Minha trilha sonora do momento: “Big yellow taxi”, do Cowting Cross, essa música é tema do filme “Amor à segunda vista”.

12 Uma receitinha esperta: Essa é minha especialidade e é muito rápida! Ingredientes: 4 colheres (sopa) de achocolatado, uma lata de leite condensado e uma lata de creme de leite (pode ser com soro), MODO DE FAZER: é só bater tudo isso no liquidificador por 5 minutos e colocar no congelador ou freezer por mais ou menos uma hora e está pronta a sua mousse de chocolate!

13 Mania assumida:  Ligar o rádio ou mp4 assim que acordo, seja no meio da noite ou pela manhã. 

14 Uma frase que me move: “O limite de um homem não é do tamanho de sua cidade ou do seu horizonte, mas sim a dimensão dos seus sonhos” (Paulo Coelho)

ps: Gostou do lar doce lar da Lourenza? E você, tá esperando o quê para responder o quiz?



Não sou de pular o dia sem postar, mas ontem foi punk. Até o chão da minha cozinha se abriu. Explico: Didi, minha auxiliar mineira para assuntos domésticos e aleatórios (vou postá-la aqui ainda, é uma figura!), me liga dizendo que ouviu um estrondo, e que o piso da cozinha começou a pipocar, até ficar todo fofo. Se pisar, quebra. Uma coisa estranha de explicar, só sei que soltaram os blocos do piso, alguns eu fui removendo, abrindo quadrados de cimento. Uma amiga disse que tem a ver com piso velho + mudança brusca de temperatura. Vou ter que mandar trocar, claro. Oh, Céus! Depois da da meia-noite, silêncio nos corredores, abri uma Itaipava lata e entrei no Youtube para relaxar. Resolvi, então, dar andamento a série músicas que falam de solidão. Essa versão de “Preciso aprender a ser só”, com Elis Regina, particularmente, me fez viajar e esquecer o piso detonado da cozinha. Não sou fã incondicional da Elis. Gosto de algumas coisas dela, assim como da Maria Rita, que às vezes também irrita. Me supreendeu ainda Elis dizendo, aqui, que a partir dessa música (de Tom e Vinicius), ela acha que começaram a prestar atenção ao que ela tinha a dizer. Sem contar que a letra é linda… E tem um piano delicioso… Você se lembra de outras músicas que falam (bem ou mal) da solidão? Mande sua sugestão, seu link… 

 



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Eu tinha culpa de começar a ler um livro e não ir até o fim. Até que, numa FLIP, o escritor Paul Auster disse uma frase mágica: “Livros são como pessoas”. E confessou que já começou e não terminou vários volumes, sem culpa nenhuma. Achei a metáfora perfeita: da mesma forma que a gente se apaixona ou fica amiga de algumas pessoas -e de outras não -podemos ler um livro até o fim e compreendê-lo profundamente, ou não passar do primeiro capítulo. Quantas pessoas eu apenas folheei… E quantas outras devorei na primeira leitura, amei, li e reli. Tem gente poética. Tem gente com texto chato. Tem gente que parece uma enciclopédia. Ontem uma amiga me disse que estava animada com um livro que tinha tentado ler em várias épocas da vida, sem sucesso. E dessa vez estava completamente envolvida. Pensei então nas pessoas que a gente conhece um dia, não vê graça alguma, e anos depois reencontra e vê com outros olhos. E vice-versa: aquelas que perdem a graça com o tempo e não merecem releitura. Hoje, eu me permito ler um parágrafo e abandonar o livro, se não me interessa. Atualmente tenho três volumes na cabeceira, sem me fixar em nenhum. E sem culpa. Thank you, Paul Auster.

ps: e você, sente culpa por começar e não terminar um livro?O que anda lendo de bom –e de ruim?



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Amanhã tem festa junina. Anita, minha filhota, vai de noivinha. Diz que vai dançar a quadrilha com o Tomás, um dos três garotos da classe dela. Detalhe: são 3 meninos para 10 meninas! A proporção real é essa mesmo, então, as meninas vão logo se acostumando (rs). Na festa junina do ano passado, aos 3 anos, Anita casou com Miguel Salgado, outro amiguinho da classe, mas na hora da dança Miguel empacou e ela pediu a separação. Esse ano, o noivo já é outro! Hoje, em clima de festa junina, comecei a pesquisar umas receitas de quentão –sabe que eu nunca fiz? Acho que vou testar esse “Quentão de Morango”, olha que delícia. Ainda mais que o tempo virou em São Paulo e está um friozinho bão. O melhor  é que a receita é para 10 porções. Que tal chamar os amigos e agitar uma festinha em casa? Você tem alguma outra receita esperta de quentão?

“São João, São João, acenda a fogueira do meu coração!”

Quentão de morango

(para 10 pessoas)

- 1 1/2 litro(s) de água
- 1 kg de açúcar
- 1 kg de morango
- 50 gr de gengibre ralado
- 8 unidade(s) de cravo-da-índia
- 3 unidade(s) de canela em pau
- 1 garrafa(s) de cachaça

Coloque, em um panela grande, a água e o gengibre e leve ao fogo. Quando abrir fervura, adicione os morangos inteiros, o açúcar, o cravo e a canela e deixe ferver por aproximadamente 20 minutos. Em seguida, junte a pinga e deixe ferver por mais 5 minutos. Coe num coador, desprezando os morangos. Sirva bem quentão! 
 



VinhoVamos combinar que o amor é lindo, que o Dia dos Namorados é legal, mas também tem um quê meio careta. Essa obrigação de ter que sair, ter que jantar fora, tô fora. Bom é ficar com quem a gente ama, em qualquer dia do ano. Acho mais gostoso curtir a data em casa, com um jantarzinho, uma bebidinha. Vamos combinar também que não é um dia fácil para as solteiras-sem-namorado. O amor está em toda parte, beijos, rosas vermelhas, casaizinhos, presentes nas vitrines, matérias na TV. Posts em blogs! Se serve de consolo, eu também vou passar a noite sozinha, tá? É que o pai da Anita, meu eterno namorado, me deu flores de manhã e pegou a estrada. Ele mora em Paraty e eu em São Paulo. Por causa do Che Bar. Brincamos que somos casados “às vezes”, o que não é mau negócio. Vivemos em casas separadas, mas no coração estamos juntinhos. Então, à noite eu combinei de reunir as amigas solteiras, + uma que tem o namorado longe, e tomar um vinho dos bons. Uma dica? Adoro os chilenos PKNT e Laroche. Como disse a leitora Raquel, no post em que pedi dicas para o 12 de junho: “Meninas, temos de sair e fazer o que mais gostamos, temos que nos divertir, assistir filmes, conversar com as amigas solteiras e aproveitar muito não só esse dia, mas todos os dias, que um dia o namorado chega.” Já a Carina sugere um day spa: “Ser paparicada e bem tratada não tem preço“. Falou e disse. Vale a pena também conferir o post de ontem da Nina, outra leitora do Miojo, no blog Eu e Meu Apê, e também os papos divertidos de As esforçadas. A Lu sugere sair para assistir “Sex and The City”, a Lourenza Marques diz que vai fazer brigadeiro e também fofocar com as amigas, a Ita diz que vai fazer algo que não faz normalmente: conta pra gente depois! E, para a Alice, que diz que não sabe se está namorando ou não –caso de tantas também! — não tem dia melhor pra tirar a dúvida. Você pode consultar o tarô online da Zoe de Camaris, minha bruxa preferida. Basta entrar, clicar em oráculo, fazer a pergunta e tirar a carta com o mouse. Também vale comprar um mimo para agilizar a promoção do “ficante” (um mimo, não uma calça da Diesel…). Se ele assustar, é porque não ia dar em nada mesmo. E para quem não tem nem promessa, nada no front, o lance é apelar para o santo: tem uma simpatia esperta no post abaixo, não custa tentar! É isso. Que o dia seja feliz, porque têm que ser. Me conte: o que você vai fazer hoje à noite?

ps: nesta quinta, excepcionalmente não publicarei o quiz. Mas semana que vem, as visitas voltam.



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“Logo na manhã do Dia dos Namorados, véspera de Santo Antônio, compre um metro de fita azul de qualquer largura e escreva nela o nome completo da pessoa amada. À noite, conte 7 estrelas no céu, sem apontar, e faça um pedido ao santo para que ele ajude você a conquistar o coração dessa pessoa. No dia seguinte, amarre a fita nos pés da imagem de Santo Antônio e deixe lá, até conseguir um namorado.”

Simpatia by Google.

Para as solteiras e ’ficantes’, daqui a pouco tem mais!



lampada1.jpgQuase que eu retiro o post abaixo. Não apenas porque não rendeu muitos comentários (cadê vocês?), mas porque está difícil cultivar rosas brancas para certas pessoas. Olhe a situação: estou tentanto trocar meu carro, em um financiamento a perder de vista. São três dias atrás da papelada, preenche isso e aquilo, acorda cedo pra fazer o laudo do motor do carro atual (outro absurdo, o cliente paga R$ 70 para a concessionária checar se o carro não é roubado). Enfim, na hora que estava tudo certinho, o vendedor me liga e um luminoso gigante acende: “Rosane, volte dez casas”. Por quê? Porque o cara que comprou o apartamento que eu alugava, até setembro do ano passado, não pagou nenhuma conta de luz desde que eu me mudei, não transferiu as contas para o nome dele. Eu, tonta, também não me transferi para a conta do endereço atual. Triste notícia: meu nome está melado por causa de três continhas de 2007, uma de R$ 16, outra de R$ 19, outra de R$ 45. Detalhe: quem comprou o apartamento é o sindico do prédio, um sujeito dono de vários carros e nenhum carisma ou alegria com a vida. Sabe o cara que toca a campainha pessoalmente, para reclamar do barulho da festa? Ou seja, alguém que não se diverte e atrapalha quem está se divertindo. E, graças a ele, lá vou eu, no meio da tarde, até a av. Faria Lima levantar a dívida e quitar correndo. O pior é que pode levar entre 7 a 10 dias para limpar o nome! Sem choro nem vela. Confesso que não tenho uma ficha financeira brilhante, mas nunca vi prazo tão absurdo. Nem sei mais se vou conseguir comprar o mesmo carro. Estou tentando falar com a ouvidoria da Eletropaulo pra ver se tem como agilizar o processo. Nesse momento, escrevo com o telefone no ouvido, e há quinze minutos ouço a frase: “Prezado cliente, todos os nossos atendentes estão ocupados…” Então, fica aqui a dica: não deixe contas no seu nome quando se mudar. E transfira rapidinho todas as contas da moradia atual para o seu nome, para não passar por isso. O que vocês acham? Mando umas rosas brancas para o meu ex-síndico, junto com os recibos de pagamento?



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Cultivo una rosa blanca,

en julio como en enero,

para el amigo sincero

que me da su mano franca

Y para el cruel que me arranca

el corazón con que vivo,

cardo ni ortiga cultivo:

cultivo una rosa blanca

Gosto muito desse poema. É do cubano José Martí, o herói da independência de Cuba, pré-Che, pré-revolução. Lembra que eu tinha ido a Cuba fazer uma matéria para a Marie Claire? Está na edição de junho. Para conferir a versão online, clique aqui. Me digam depois! 
 








Rosane Queiroz - 38 anos, jornalista, morou 11 anos sozinha e comeu muito Miojo até publicar o livro "Só - Dores e Delícias de Morar Sozinha (Ed. Globo). Editora de comportamento de Marie Claire, mãe da Anita, cantora nas horas vagas, continua gostando dos momentos de solidão e acha que todo mundo precisa aprender a ser só para ser boa companhia. Em sua estréia como blogueira, vai mergulhar no mundo dos singles e compartilhar suas descobertas de comportamento, estilo de vida, reflexões e afins.